quarta-feira, 13 de junho de 2012

Resumão para vestibular: Memórias de um sargento de milícias de Manuel Antonio de Almeida



Esta obra está resumida aqui com o básico para se saber, não postei nada muito detalhado pois além de termos pouco tempo nós já lemos ele (o livro) no ano passado.

ENREDO 
Por ser originariamente um folhetim, publicado semanalmente, o enredo necessitava prender a atenção do leitor, com capítulos curtos e até certo ponto independentes, em geral contendo um episódio completo. A trama, por isso, é complexa, formada de histórias que se sucedem e nem sempre se relacionam por causa e efeito.


“Filho de uma pisadela e de um beliscão” (referência à maneira como seus pais flertaram, ao se conhecer no navio que os conduz de Portugal ao Brasil), o pequeno Leonardo é uma criança intratável, que parece prever as dificuldades que irá enfrentar. E não são poucas: abandonado pela mãe, que foge para Portugal com um capitão de navio, é igualmente abandonado pelo pai, mas encontra no padrinho seu protetor. Esse é dono de uma barbearia e tem guardada boa soma em dinheiro.


A origem pouco digna desse capital – o barbeiro desviou a herança que um capitão moribundo deixara à sobrinha – só será revelada posteriormente. A fórmula “arranjei-me” sintetiza, no romance, a explicação dada pelo barbeiro para a posse do dinheiro. O autor acaba por dizer que muitos “arranjei-me”, equivalentes ao atual “jeitinho brasileiro”, se explicam assim, e estende essa representação de sua história a toda a sociedade da época.


As aventuras e desventuras de Leonardo, que o autor faz desfilar diante dos leitores com dinamismo, conduzem o protagonista a apuros dos quais ele sempre se salva, graças a seus protetores. Leonardo é um personagem fixo no romance, suas características básicas não mudam. 

TEMPO ( contexto histórico )
 
A história se passa no começo do século XIX, ocasião em que a família real portuguesa se refugiou no Brasil. Por isso, o romance tem início com a expressão “Era no tempo do rei”, referindo-se ao rei português dom João VI. Essa fórmula também faz referência – e isso é mais relevante para entender a estrutura do romance – aos inícios dos contos de fada: “Era uma vez...” 

NARRADOR 

Apesar do título de “memórias”, o romance não é narrado pelo personagem Leonardo, e sim por um narrador onisciente em terceira pessoa, que tece comentários e digressões no desenrolar dos acontecimentos. O termo “memórias” refere-se à evocação de um tempo passado, reconstruído por meio das histórias por que passa o personagem Leonardo. 

ORDEM E DESORDEM 

Duas forças de tensão movem os personagens do romance: ordem e desordem, que se revelarão características profundas da sociedade colonial de então.


A figura do major Vidigal representa o polo que, na história, cuida da ordem: “O major Vidigal era o rei absoluto, o árbitro supremo de tudo que dizia respeito a esse ramo de administração; era o juiz que dava e distribuía penas e, ao mesmo tempo, o guarda que dava caça aos criminosos; nas causas da sua justiça não havia testemunhas, nem provas, nem razões, nem processos; ele resumia tudo em si (...)”.


A estabilidade social representa a ordem, enquanto a instabilidade se refere à desordem. Dessa forma, o barbeiro, completamente adequado à sociedade, ao revelar as origens pouco recomendáveis de sua estabilidade financeira, evoca no seu passado a desordem.


Personagens como o major Vidigal, a comadre, dona Maria e o compadre pertencem ao lado da ordem. Mas os personagens desse polo nada têm de retidão, apenas estão em uma situação social mais estável.


O polo da desordem é formado pelo malandro Teotônio, o sacristão da Sé e Vidinha. A acomodação dos personagens, tanto na ordem como na desordem, está sujeita a uma mudança repentina de polo, ou seja, não existe quem esteja totalmente situado no campo da ordem nem no da desordem. Não há, portanto, uma caracterização maniqueísta dos tipos apresentados.


O major Vidigal, por exemplo, um típico mantenedor da ordem, transgride o código moral ao libertar e promover Leonardo em troca dos favores amorosos de Maria Regalada. 

ROMANCE MALANDRO 
Nos estudos sobre a obra, houve uma linha de interpretação que, seguindo as indicações de Mário de Andrade, e tendo como base o enredo episódico do livro, classificou o romance como uma manifestação tardia do “romance picaresco”, gênero popular espanhol medieval dos séculos XVII e XVIII.


O gênero picaresco – do qual o mais ilustre representante é o romance Lazareto de Tormes – caracteriza-se por narrar, em primeira pessoa, os infortúnios de um pícaro, um garoto inocente e puro que se torna amargo à medida que entra em contato com a dureza das condições de sobrevivência. Por isso procura sempre agradar a seus superiores. O pícaro tem geralmente um destino negativo, acaba por aceitar a mediocridade e acomodar-se na lamentação desiludida, na miséria ou num casamento que não lhe dá prazer algum.


Nenhuma dessas características está presente em Memórias de umSargento de Milícias. Leonardo não é inocente. Ao contrário, parece já ter nascido com “maus bofes”, como afirma a vizinha agourenta. Também não é totalmente abandonado, tendo sempre alguém que toma seu partido e procura favorecê-lo.


Ele ainda desafia seus superiores, como o mestre-de-cerimônias e o Vidigal. Por fim, Leonardo não encontra um destino negativo, pois se casa com o objeto de sua paixão (Luisinha, a sobrinha de dona Maria), acumulando cinco heranças e granjeando uma promoção com o major Vidigal.


Existem, de fato, algumas semelhanças entre Leonardo e os personagens picarescos. Uma é a atitude inconsequente do protagonista, que o leva, por exemplo, a esquecer-se rapidamente de Luisinha ao conhecer Vidinha. Depois, o amor antigo retorna, mas nada dá a entender que não possa acabar novamente. Essas semelhanças, porém, são superficiais, por isso é problemática a classificação de Memórias de um Sargento de Milícias como romance picaresco. 
O que se vê é que Manuel Antônio de Almeida foge completamente ao idealismo romântico de sua época. Se há traços românticos em sua obra, eles estão no tom irônico e satírico que assume o narrador.


A conclusão possível é que estamos diante de um novo gênero nacional, que se constrói em torno da figura do malandro, personagem que tem influências popularescas, como Pedro Malasarte; mas é urbano e relaciona- se socialmente com as esferas da ordem e da desordem, já citadas. 
É mais apropriado, por isso, classificar essa obra como um “romance malandro”, de cunho satírico e com elementos de fábula. Esse gênero frutificará em vários romances posteriores, como Macunaíma, de Mário de Andrade, e Serafim Ponte Grande, de Oswald de Andrade.


PERSONAGENS

  • Leonardo ou Leonardinho - o anti-herói ou herói picaresco do romance, vadio, malandro, que adora fazer estripulias e criar problemas. Mulherengo, quase perde seu amor, por ser inconsciente. É criado pelo padrinho, já que os pais se separam e não têm paciência para lhe suportar as traquina­gens. Chega a ser preso, torna-se granadeiro e Sargento de Milícias. Casa-se e torna-se assentado.
  • Luisinha - moça com a qual Leonardo se casa. Em princípio é desengonçada e estranha, depois melhora. Casa-se com José Manuel, por influência da tia, arran­jando um marido que só deseja seus bens. É órfã. Fica viúva e une-se a Leonardo.
  • Vidinha - mulata jovem, bonita e animada, toca viola e canta modinhas. Cativa Leonardo, que vive em sua casa por algum tempo.
  • O Compadre - barbeiro de profissão, cria Leonardo, protege-o e acaba deixando-lhe uma herança que surrupiou do comandante de um navio.
  • A Comadre - defende e acompanha Leonardo em qualquer circunstância. Adora o afilhado.
  • D. Maria - doida por uma demanda judicial, ganha a guarda de Luisinha, quando ela perde os pais.
  • José Manuel - salafrário e calculista, casa-se com Luisinha por dinheiro e morre.
  • Major Vidigal - militar que persegue Leonardo, até conseguir integrá-lo às forças milicianas. Calcado em uma figura real.
  • Leonardo Pataca - pai de Leonardo, acaba casado com Chiquinha, depois que abandona o filho com o compadre.
  • Maria da Hortaliça - mãe do personagem, portuguesa, trai o Pataca e foge com outro para Portugal.
  • Chiquinha - casa-se com Leonardo Pataca. É filha da Comadre.

  • Resumão para vestibular: Viagens na minha terra de Almeida Garret


    Contexto Histórico
    Para entender os conflitos pelos quais o autor se depara, e que são a base de toda a sua crítica e tese, é primordial compreender a fase Histórica que Portugal vivencia na época descrita – A Revolução Liberal.
    De um modo geral, as Ideias liberais surgiram em oposição à monarquia absoluta, ao mercantilismo, e às diversas formas de ortodoxia religiosa e clericalismo. Isso levou o clero a declarar que a a revolução era “inimiga do trono e do altar”. Em Portugal, o patriotismo identificava ­se com o anti­liberalismo e tradicionalismo católico, assim qualquer tendência progressista era considerada como anti­nacional.
    Nesta época havia uma disputa politico-ideológica entre os Conservadores (Absolutistas) e os Liberais (Constitucionais) que foi antecedida por uma grande crise (invasões francesas napoleônicas e crise do colonialismo no Brasil o qual fora elevado a condição de Reino Unido a Portugal apos a Vinda da Família Real).
    A Situação portuguesa se agrava, e em 1830 culminou com uma Guerra Civil (pela reação Monárquica Absolutista que não aceitava as restrições ao poder régio) em que opunham-se Partido Constitucionalista (liderado pela Rainha D.ª Maria II e o Imperador D. Pedro I) e o Partido Tradicionalista (liderado por D. Miguel I), terminando com a vitoria Liberal.
    Resumindo:
    • As lutas liberais: a guerra civil entre absolutistas e liberais;
    • As invasões napoleónicas;
    • A mudança do regime político: o absolutismo versus o liberalismo.

    O Título

    1. O pluralismo do substantivo "Viagens":
      • A coexistência de múltiplas viagens:
        • A viagem real de Lisboa a Santarém;
        • A viagem sentimental: a história de Joaninha;
        • As viagens imaginárias:
          • ao passado do narrador;
          • reflexões críticas ao contexto histórico.
    2. O determinante possessivo "minha":
      • O sentimento de posse;
      • A relação de intimidade;
      • O carácter subjectivo do discurso;
      • O estatuto do narrador: autodiegético.
    3. O substantivo "terra":
      • A ligação telúrica do autor à Pátria;
      • O nacionalismo.


    Classificação da Obra: Romance Histórico.
    Almeida Garrett faz crítica ao modo de produção da Literatura Romântica (Receita para fazer literatura da época), não se considerando um autor romântico, pois esse estilo é, por ele, visto como uma Incoerência Inexplicável ["A sociedade é materialista; e a literatura, que é a expressão da sociedade, é toda excessivamente e abundantemente espiritualista."].

    Acção principal: O autor resolve fazer uma viagem de Lisboa a Santarém de comboio, com a intenção de conhecer as ricas várzeas desse Ribatejo, e assim saudar do alto cume a mais histórica e monumental das vilas de Portugal. Paralelamente as paisagens visitadas o autor e narrador , presenteiam os presentes com um romance de amor.
    Narrador:  Participante ( personagem ) 1ªpessoa.
    * Percebe-se intensa Metalinguagem, em que o A. comenta sobre como escreve. Um desses episódios ocorre apos o A. divagar e inspirar-se em versos, memórias e as paisagens portuguesas:
    ” Isto pensava, isto escrevo; isto tinha n’alma; isto vai no papel: que doutro modo não sei escrever”
    “Se ainda te cansas dessas quimeras, dou-te conselho que voltes a pagina obnóxia, porque estas reflexões do ultimo capitulo são tão deslocadas no meu livro como tudo mais neste mundo.”
    Resumo 

    “Viagens na Minha Terra”, pode ser considerado um romance contemporâneo. Um livro difícil de enquadrar em gênero literário, pelo hibridismo que apresenta,pois é composto de relatos autobiográficos, anotações da viagem que o autor realiza, crônica histórica e social, reflexões literárias e filosóficas, além de Novela sentimental (utilizada no final da obra como base para uma conclusão baseada em comparações – Frade x Barão; Faces do progresso). além da viagem que de facto acontece, paralelamente o autor conta um romance sentimental.
    O conteúdo da obra, parte, como já foi dito, de um fato real, uma viagem que Garrett fez a Santarém e que teve o cuidado de situar no tempo. Além da viagem real, Garrett, faz nas suas divagações, várias viagens paralelas. Tantas e tais viagens, que numa delas o leva justamente, e pela mão de um companheiro de itinerário, a centrar-se no drama sentimental de Carlos e a”menina dos rouxinóis”: Joaninha.

    O Romance resume-se, a intricada história, de uma velhinha com sua neta Joaninha. A menina –moça, tem um primo, filho da única filha da avó, que já falecera. A moça tinha por si só a avó. Todas as semanas, Frei Dinis, vinha visitá-las, e algumas vezes trazia notícias de Carlos, que já algum tempo, fazia parte do séquito de D. Pedro.
    Só que a maneira como Frei Dinis falava de Carlos, dava para  perceber algo, que só a idosa e Frei Dinis conheciam. Passara o ano de 1830, Carlos formara-se em Coimbra, e só então visitou a família, mas com muitas reticências em relação a avó e Frei Dinis. Carlos também pressentia que ele e a avó mantinham um segredo.
    Carlos, nas suas andanças, já tinha eleito uma fidalga  para ele: D. Georgina, mulher de fino trato.
    No entanto a guerra civil progredia, eram meados de 1833. Os Constitucionalistas tinham tomado a Esquadra de D. Miguel, Lisboa estava em poder deles, e Carlos era um dos guerreiros da parte Realista.
    Em 11 de Outubro, os soldados estão todos por volta de Lisboa, as tropas constitucionais vinham ao encalço das Realistas, e na batalha sangrenta, muitos ficaram feridos.
    A casa de Joaninha foi tomada por soldados Realistas, que vigiavam a passagem dos Constitucionais.
    Numa das andanças de Joaninha, por perto de casa, encontra Carlos, ele pede que não diga que ali está, mas abraçam-se e trocam juras de amor ali mesmo. Só que Carlos sabia que Georgina o esperava, e a sua mente tornou-se confusa, já não sabia se amava Georgina.
    Com Carlos ferido e alojado perto do vale onde morava Joaninha, essa veio inúmeras vezes vê-lo, e ajudá-lo na enfermidade.
    Certo dia Carlos depois de muita insistência de Joaninha foi ver a avó, e ficou surpreso da cegueira da mesma, por lá encontrou Frei Dinis, e quanto mais o olhava , menos gosto tinha.

    Enquanto permaneceu por perto, Carlos e Joaninha mantiveram um tórrido romance.

    Mas, Carlos, já refeito dos ferimentos seguiu para a tropa, e antes passa na casa da avó para se despedir. Implora que ela conte a verdade sobre o suspeito segredo. Então, Dona Francisca conta que o Frei Dinis é pai de Carlos, que a sua mãe morreu de desgosto, e para se defender, Frei Dinis mata o pai de Joaninha, e o marido da sua amante.
    Com isso Carlos parte, deixando Joaninha desolada. Volta a viver com Georgina. Escreve à prima contando todo o seu romance com Georgina, o que para a moça foi um impacto terrível. Mais Tarde Carlos se fez Barão. Também abandona Georgina , que vira Abadessa.
    Joaninha, enlouqueceu e morreu. Frei Dinis foi quem cuidou da velha senhora até á morte.
    E assim o Comboio chega ao Terreiro do Paço, e Garrett finaliza mais uma das suas melhores obras.


    Como podemos notar esse resumo é pouco detalhado e por isso coloco abaixo a opção 2 do resumo.
    RESUMO OPÇÃO 2
    Historia de Joaninha, A Menina dos Rouxinóis
    menina dos rouxinois Viagens na Minha Terra   Almeida Garrett, Resumo, Características Livro
    Personagens: Joaninha (dos olhos verdes) e Carlos (primos criados juntos no Vale de Santarém), D. Francisca (avo velha e cega), Frei Dinis (amargo e  rígido – tornou-se franciscano para “expiar” seus pecados e erros – no fim descobre-se que trata-se do pai de Carlos), Georgina (noiva inglesa de Carlos).
    A Novela trata dos temas do plano sentimental (amores e relações familiares) de Carlos, o oficial liberal, com o plano político (Guerra Civil e Liberais) da problemática de “filhos lutando contra pais e contra os valores que estes representavam”. Joaninha, com seus olhos verdes (aos quais é dedicada uma página de louvores), representa a pureza da vida campestre, limpa da corrupção citadina, impoluta na sua mente ingênua.
    Carlos reencontra-se com sua família, durante a guerra, e se apaixona por sua prima, porem perante a sujidade que a vida das grandes cidades já lhe entranhara na alma, renuncia ao seu amor (os últimos capítulos foram dedicados `a carta final de Carlos). No fim, ele perde seus ideais, moralmente “suicida-se”, tornando-­se  materialista,  o “barão” politiqueiro,  rico  e gordo.
    No final do Livro o A. utiliza-se da Metalepse (encontro do autor com a sua ficção – o autor torna-se parte da narração, conversa com as personagens e ate lê a Carta de Carlos).
    para ver o resumo detalhado de cada capítulo clique no link que segue abaixo:

    ANÁLISES EXTRAS 
    Análise : pela simbologia Frei Dinis representa o que ainda restava de positivo e negativo do Portugal velho, absolutista; Carlos representa o espírito renovador e liberal. No entanto, o fracasso de Carlos é em grande parte o fracasso do país que acabava de sair da guerra civil entre miguelistas e liberais e que dava os primeiros passos duma vivência social e política em moldes modernos.
    Há muito de romântico no sofrimento dos personagens. A mãe de Carlos, por exemplo, morre “de desgosto” e Frei Dinis mata o pai de Joaninha, marido de sua amante. Carlos, por sua vez, abandona Joaninha, trocando-a por Georgina, que, ao ser largada por ele, torna-se abadessa.
    Cabe lembrar que Garrett, até meados do século XX, era considerado pela crítica portuguesa o segundo principal escritor local, abaixo apenas de Camões. O intelectual João Gaspar Simões teve um papel fundamental em questionar essa avaliação, trazendo à tona escritores como Fernando Pessoa, entre muitos outros.
    De qualquer modo, não se pode negar a Garrett a importância como artista da palavra que não se limitou a um gênero num mesmo texto. O cruzamento realizado entre a história da viagem e a narrativa de amor dá-lhe um local de destaque não só como principal voz romântica portuguesa, mas como alguém em busca de novos paradigmas de escrita em sua época.

    FIM

    Resumão para vestibular TIL: José de Alencar


    Personagens



    Berta: jovem pequena, esbelta, ligeira, buliçosa, grandes olhos, negros, boca mimosa,  filha bastarda do fazendeiro Luis Galvão com uma pobre moça da vila (Besita que foi morta por vingança) foi criada por nhá Tudinha. É caridosa e não se afasta das criaturas mais repulsivas e desprezadas da região (como Jão Fera, o louco Brás, e Zana). É chamada de Inhá por Miguel, e de Til por Brás porque em uma aula que ela dava ao garoto ele achou o símbolo til (~) muito gracioso e parecido com a sobrancelha de Berta, então associou à ela.
    Miguel: era, alto, ágil, de talhe robusto e bem conformado,é irmão de criação de Berta, filho de nhá Tudinha, jovem que se mostra desde o principio apaixonado por Berta. Esta porém sabe que sua amiga Linda gosta de Miguel e então faz com que Miguel passe a gostar da Linda. Sendo pobre, Miguel não poderia casar-se com Linda, mas por fim ele acaba estudando para ascender socialmente e poder unir-se a Linda (o carinho que por ela “descobre” sentir foi pintado por Berta que "colocou" o mesmo encanto dela na face da amiga).
    Jão Fera: homem de grande estatura e vigorosa compleição,de feições assustadoras e fama de matador (que na verdade é), segundo uma interpretação do livro podemos considerar que a vida o tornou assim (foi cheio de desilusões e sofrimentos). Era apaixonado por Besita, porém apesar de seu desejo a tinha como “santa” e queria apenas sua felicidade pois sabia que ela não o amaria como ele. Assim quando Luis Galvao se recusou a casar com ela, ele rompeu a “amizade” que os unia, protegia Besita de tudo, porém ela foi assassinada e ele passou a cuidar de Berta e prometeu vingança a sua amada.
    Luis Galvão: é o dono da Fazenda Palmas, muito jovial e alegre, que na juventude foi homem de muitas aventuras amorosas e enrascadas – numa dessas desonrou Besita recém casada com Barroso a qual ficou gravida de Berta – sempre protegido por seu camarada (“especie de capanga”) Jão Fera.
    Linda: é filha de Luis Galvão e D. Ermelinda, menina educada aos moldes da corte, mas que junto ao irmão Afonso faz amizade com os jovens simples Berta e Miguel.

    Afonso, irmão de Linda, possui o mesmo espirito alegre e conquistador do pai Luis, acaba gostando de Berta (sem saber ser esta sua irmão de sangue).
     Brás:  um sobrinho de Luis Galvão, sofria de ataques epiléticos e era retardado mental, na casa grande sua presença era desprezada. Ele apaixonou-se por Berta que nunca o distratara e propôs-se a ensinar-lhe o abecedário e rezas. Numa das lições ele se encantara pelo acento til porque o compara à sobrancelha de Berta e conseguiu memoriza-lo.  Assim Berta teve uma resolução seu apelido para Brás seria Til e a partir dai foi ensinando as letras com associações a coisas ou pessoas que o idiota conhecia.
    Zana – negra que trabalhava para Besita e presenciou toda a historia de Berta e do assassinato de sua mãe, por isso enlouquecera e todos os dias repetia suas ações no dia da morte de Besita (reproduzindo os fatos daquele fatídico dia).
    Barroso ou Ribeiro – casou-se com Besita, mas na noite de nupcias a abandonou para resolver negócios relacionados a uma herança que recebera. Partiu e ficou anos longe, quando voltou a sua casa viu sua esposa com um bebe, planejou sua vingança (que incluía a morte de Luis e "sua filha" Berta), matou a esposa, mas foi impedido de matar o bebe por Jão Fera.
    D. Ermelinda – esposa de Luis Galvão, muito elegante e educada, mas não muito bela. Ao descobrir sobre o passado de seu marido se entristece, mas quando ele confessa (no final do romance) ela o apoia a reconhecer Berta como filha.

    Características da Obra 
    Trata-se de um romance Regionalista da escola literária do Romantismo, seu autor, Jose de Alencar busca mostrar a vida do Caipira do interior de São Paulo do seculo XIX, vocabulário e costumes da região,  as diferenças sociais da época (escravos, capangas, pobres e ricos donos de terras).
    O Romance é ambientalizado em Campinas, interior de SP, onde há o contraste entre aspectos sociais, marginalização que sofrem personagens pobres como Miguel (que para casar-se com Linda teve de ir estudar na capital). Mostra-se também um pouco do namoro da época e festas como a de São João.
    Mostra-se o ambiente dos escravos e senzala e seus conflitos como a rivalidade entre duas negras, além da marginalização consciente dos escravos como Faustino e Monjolo, os quais conspiram para a morte de Galvão.
    segue o clima do Folhetim em que os capítulos são curtos e terminam num momento de climax. Além disso, a temática do suspense e do soturno são marcas registrados da obra, que é repleta de aventuras, momentos de tensão como quando Berta corre perigo fugindo de Porcos selvagens furiosos.

    No Livro, Berta é sempre comparada a Flor, no capitulo inicial surge uma imagem de flor bela, mas imatura; já no fim do livro (no poente do sol) a imagem da flor se repete mostrando a “Flor Interior” cheia de caridade e abnegação. O autor cria assim uma ideia nítida de desabrochar, pelos trechos:
    [ Manhã: "Eram dois, ele e ela, ambos na flor da beleza e mocidade" e no Poente: "Era a flor da caridade, alma soror" ]
     Berta "sacrifica-se"( faz esforço ) para que todos vivem em paz e felizes, faz com que Miguel e Linda fiquem juntos, e se resigna a cuidar dos que mais sofrem como Zana, Brás, Jão Fera (a quem ela reconhece como o seu verdadeiro Pai), a galinha sem pernas, etc, e continua morando com nhá Tudinha.
    [“Como as flores que nascem nos despenhadeiros e algares, onde não penetram os esplendores da natureza, a alma de Berta fora criada para perfumar os abismos da miséria, que se cavam nas almas, subvertidas pela desgraça.”]

    Resumo da Obra

    Em um passeio pela fazenda, Berta, jovem pequena, esbelta, ligeira, buliçosa, grandes olhos, negros, boca mimosa. E Miguel que era, alto, ágil, de talhe robusto e bem conformado, encontram Jão Fera, homem de grande estatura e vigorosa compleição, que tinha fama de bandido. Após um desentendimento entre Jão Fera e Miguel ele vai embora a pedido de Berta.
    Os dois amigos vão ao encontro de Linda e Afonso, irmãos gêmeos de cabelos castanhos e olhos pardos, filhos de Luís Galvão que era um bonito homem, de fisionomia inteligente e regular estatura, e de D. Ermelinda de 38 anos. Linda ama Miguel. Berta e Miguel se amam. Mas pra não fazer sofrer a amiga Linda, Berta faz de tudo para que Miguel ame Linda. E consegue.
    Ficam sabendo que Luís Galvão vai fazer uma viagem para Campinas e que a mãe deles estava com mau pressentimento. Berta fica assustada, pois acha que Jão Fera está por trás disso, e parte pela floresta para evitar a emboscada. Chegando lá discute com ele que lhe tem muito amor, e consegue evitar o assassinato. Havia sido contratado por Barroso homem de cinqüenta anos, uma barba ruiva e áspera, de mediana estatura e excessivamente magro. Este fica furioso ao saber que ele não cumprira o acordo. Jão fica em débito com Barroso e precisa de cinqüenta mil réis para saldar a divida.
    Todos gostavam muito de Berta, pois era alegre e de bom coração. Visitava constantemente Zana, uma mulher com problemas mentais.
    Brás de 15 anos era feio, e descomposto em seus gestos. Tinha um ar pasmo, um olhar morno, com expressão indiferente e parva, ele também tem problemas mentais, ao sentir ciúme de Berta ele tenta matar Zana, é repreendido por Berta e se arrepende. Brás era filho de uma irmã de Luis Galvão, que morrera viúva, e por isso ele vivia na casa de seu tio. Ele dera a Berta o apelido de Til, pois quando ela lhe ensinava o abc ele achava o til do alfabeto gracioso, então o associou a Berta a quem queria muito bem.
    Pelo assassinato de Aguiar, do Limoeiro, seu filho oferecera uma recompensa a quem matar o assassino Jão Fera. Avisado do acontecido por Chico, Jão pede que este vá ate o filho de Aguiar do limoeiro e peça cinquenta mil reis e em troca Jão Fera ira a seu encontro.
    Barroso e seu bando planejam provocar um incêndio na casa de Luis Galvão para matá-lo e depois apagando o incêndio Barroso pretende oferecer seus serviços à viúva e conquistá-la. Vingando assim a traição do passado, pois ficaria com a esposa daquele que manchara a honra de sua esposa Besita.
    Ribeiro trocara seu nome para Barroso, tinha agora uma irrupção no rosto, Jão e Ribeiro tinham-se visto poucas vezes na época de Besita, por isso não se reconheceram quando se encontraram.
    Na noite de São João, Gonçalo, o pajem Faustino e Monjolo, trancam a senzala e ateiam fogo no canavial, Luis tenta apagar o fogo e é agredido pelas costas por Gonçalo, Jão o salva, e mata os três bandidos. Barroso foge.
    Conforme o combinado, Jão se entrega ao filho de Aguiar, diz que ira pra onde ele quiser desde que ninguém toque nele, pois se isso acontecer esta desfeito o acordo e ele estará livre novamente. Os capangas tentam amarrá-lo, ele espanca todos e vai embora.
    Barroso que ficara sabendo dessa prisão, volta para tentar matar Berta, Jão que estava solto novamente consegue pegá-lo e o mata de forma violenta. “Quem o visse dilacerando a vítima com as mãos transformadas em garras, pensaria que a fera de vulto humano ia devorar a presa e já palpitava com o prazer de trincar as carnes vivas do inimigo.”
    Brás que presenciara tudo e como não gosta dele, leva Berta pra ver a cena. Ela foge horrorizada. Ele tenta explicar o ocorrido, ela bate-lhe no rosto. Percebendo que ela agora lhe tem asco, Jão se entrega a policia.
    Luís resolve contar tudo a esposa, ela chora e decide que ele deve reconhecer Berta como filha. Contam tudo a Berta, omitindo porem as circunstancias desagradáveis, Berta sente que estão escondendo algo.
    Jão foge da prisão e procura Berta, ela o faz prometer que nunca mais matará ninguém. Ele fala de Besita sua mãe e ela lhe implora que conte tudo. Ele conta.
    Besita era a moça mais bonita da cidade, vivia com seu pai Guedes, Luís Galvão e Jão Fera, que eram amigos, apaixonam-se por ela, Jão achando que ela nunca o amaria abre mão desse amor para Luís, este só quer divertir-se não pretende casar-se, ela conhece Ribeiro e aceita casar-se com ele, Jão fica Furioso e se afasta de Luís. Besita casa-se com Ribeiro que desaparece logo depois do casamento, após receber um bilhete chamando-o com urgência a Itu. Alguns meses depois Besita é avisada por Zana que seu marido chegara, era noite, e no escuro ela se entrega as caricias do marido, depois descobre que não era ele e sim Luís Galvão. Jão pensa em matá-lo por isso mas ela o impede. Meses depois Luís casa-se com D. Ermelinda e nasce Berta filha de Besita (com Luís ). Elas vivem isoladas, moram com ela Zana que amamenta o bebe e Jão Fera, que cuida delas como um cão fiel.
    Um dia Besita pede a Jão que vá a Itu comprar algumas coisas para o bebe. Durante sua ausência, aparece Ribeiro, que a acusa de traição e a estrangula, Jão chega e consegue salvar Berta, Ribeiro foge.
    Nhá Tudinha, mãe de Miguel, ouve choro vindo da casa de Besita e vai ate lá, Jão conta o acontecido e ela adota Berta como sua filha. Zana enlouquece e continua morando na casa de Besita e tendo alucinações com a morte dela. Jão torna-se capanga e matador, tentando aplacar a furiosa sede de vingança que tem.
    Ela o abraça e diz que ele cuidou dela e que é seu pai. Jão passa a trabalhar na terra.
    Luís quer que Berta vá morar com ele e sua família, ela se nega e pede que leve Miguel, que ama Linda. Miguel tenta convencê-la a ir junto, mas ela recusa. “Não, Miguel. Lá todos são felizes! Meu lugar é aqui, onde todos sofrem.” Eles partem para São Paulo. Berta fica.
    “Como as flores que nascem nos despenhadeiros e algares, onde não penetram os esplendores da natureza, a alma de Berta fora criada para perfumar os abismos da miséria, que se cavam nas almas, subvertidas pela desgraça.”


    FIM.







    quinta-feira, 24 de maio de 2012

    Ajuda na recuperação de geografia 2º bimestre

                                            Foi mal ou não fez a prova de geografia?
    Eis aqui algumas perguntas elaboradas especialmente para seus estudos. Elas não possuem as respostas, isso é para que você possa se preocupar em tentar responder sozinho. É certeza de que se você estudar esses assuntos você vai conseguir no mínimo uma nota 6 nessa recuperação. Se você estudar esses assuntos e não apenas responder essas perguntas você vai conseguir talvez uma acima de 8. então se esforce pois esses assuntos são os que o professor me sugeriu de estudar pra recuperação, então eu resolvi passar a vocês.

    Vamos ajudar o Blog pessoal, se você achou este artigo útil para você, clique em um dos anúncios e espere carregar a página, cada clique garante $ 0,05 centavos em dólares para o dono do Blog. Grato.

    Perguntas:

    1 Quais são os setores da economia? ( lembre-se que são quatro e não mais apenas três )
    2 Qual foi a representação dos setores no Brasil colônia? (na pg. 32 você acha)
    3 Explique as leis de terras. Explique também o estatuto da terra. (na pg. 44)
    4 O que é movimento pendular? O que o planejamento urbano envolve quando é direcionado a esse movimento? (na pg. 29)
    5 Explique com suas palavras as condições das regiões do Brasil em relação ao êxodo rural.(na pg. 28)
    6 Quais foram as medidas tomadas para melhorar as condições e problemas com secas no nordeste. Explique também os interesses das empresas nessa região. (na pg.33)
    7 Defina imóveis rurais, módulo rural e pequena propriedade. (na pg. 44)
    8 Cite os artigos da reforma agrária. ( podemos citar o estatuto da terra na pg. 44)
    9 O que é monocultura? Cite um lado negativo. (na internet você acha fácil)
    10 Qual é o estado rural e agrário do Estado do Pará? (essa pergunta quer saber o que ele mais faz se tratando de agricultura) (na pg. 35)



    terça-feira, 27 de março de 2012

    Passive voice ajuda na prova de inglês

    Um exemplo de voz ativa seria:
    The men built that house. (Os homens construíram aquela casa).
    Já ao se passar para a voz passiva, o primeiro passo é inverter o objeto, colocando-o no início da frase.
    That house was built by the men. (Aquela casa foi construída pelos homens).
    Nota-se que, além da inversão do objeto, houve também uma mudança quanto ao tempo verbal da frase. Na voz ativa, o verbo estava no passado simples, e na voz passiva foi acrescentado o passado do verbo “to be” mais o particípio do verbo. Além disso, houve também o acréscimo de by logo após a locução verbal.
    Nem todas as frases seguirão o mesmo modelo acima. É preciso, portanto, estar atento ao tempo verbal da frase na voz ativa, para saber em que tempo verbal ela deverá vir na voz passiva. Segue abaixo uma tabela que ilustra os tempos verbais da voz ativa e da voz passiva:
    Tempo na voz ativaVoz passiva
    Exemplos
    Presente simplesare/ is + particípioVoz ativa: Bob writes letters. (Bob escreve cartas).
    Voz Passiva: Letters are written by Bob.(Cartas são escritas por Bob).
    Presente contínuois/are + being + verbo no particípioVoz ativa: Bob is writing a letter. (Bob estáescrevendo uma carta).
    Voz passiva: A letter is being written by Bob.  (Uma carta está sendo escrita por Bob).
    Passado simpleswas/were + verbo no particípioVoz ativa: Bob wrote a letter. (Bob escreveu uma carta).
    Voz passiva: A letter was written by Bob.(Uma carta foi escrita por Bob).
    Passado contínuowas/were + being + verbo no particípioVoz ativa: Bob was writing a letter. (Bob estava escrevendo uma carta).
    Voz passiva: A letter was being written by Bob. (Uma carta estava sendo escrita por Bob).
    Futuro simpleswill be + verbo no particípioVoz ativa: Bob will write a letter. (Bob escreverá uma carta).
    Voz passiva: A letter will be written by Bob.(Uma carta será escrita por Bob).
    Presente perfeitohas/have + been + verbo no particípioVoz ativa: Bob has written letters. (Bob tem escrito cartas).
    Voz passiva: Letters have been written by Bob. (Cartas têm sido escritas por Bob).
    Passado Perfeitohad been + verbo no particípioVoz ativa: Bob had written letters. (Bob tinha escrito cartas).
    Voz passiva: Letters had been written by Bob. (Cartas tinham sido escritas por Bob).
    Futuro com o “going to”am/is/are + going to be + verbo no particípioVoz ativa: Bob is going to write a letter. (Bob escreverá uma carta).
    Voz passiva: A letter is going to be written by Bob. (Uma carta será escrita por Bob).
    Obs.: Quando o sujeito da voz ativa for indeterminado (someone – alguém, people– pessoas), não se coloca o agente da passiva (aquele que sofreu a ação pelo verbo), nem by.
    Ex.:
    Voz ativa: Someone opened the gate. (Alguém abriu o portão).
    Voz passiva: The gate was opened. (O portão foi aberto).


    isso acontece porque ficaria muito feio dizer que o portão foi aberto por alguém,pois isso todo mundo já sabe.

    quarta-feira, 21 de março de 2012

    AJUDA NA PROVA de português 23/03/2012 pt1

    Por enquanto só tenho acentuação e oração coordenada: 



    Monossílabos Tônicos:
     São acentuados os monossílabos tônicos terminados com a(s), e(s), o(s) –
    Ex:dá, pá, pás, má, más, vá, lá, já, fé, pé, pés, dê, mês, rés, rês, Zé, né, cós, dó, nós, pó, pôs, vê-la.

    Oxítonas: 
    Levam acento as oxítonas terminadas em vogais tônicas/tónicas a(s), e(s), o(s) ou em(ns) 
    Ex:está(s), olá, filé, pontapé, purê (puré), rapê (rapé), judô, metrô, mocotó, acém, detém, provêm, provéns.

    Oxítonas com ditongos abertos ei, eu ou oi.
    Ex: anéis, batéis, fiéis, papéis, céu(s), chapéu(s), ilhéu(s), véu(s), corrói (de corroer), herói(s), remói (de remoer), sóis.

    As formas verbais oxítonas, quando conjugadas com os pronomes clíticos lo(s) ou la(s),terminam na vogal tônica aberta grafada a, após  a assimilação e perda das consoantes finais grafadas r, s  ou z – adorá-lo(s), dá-la(s), habitá-la(s).
    Paroxítonas:
     Em geral, as palavras paroxítonas não são acentuadas graficamente: enjoo, floresta, grave, homem, mesa, Tejo, vejo, velho, voo.

    São acentuadas as paroxítonas que apresentam, na sílaba tônica, as vogais abertas a, e, o e ainda i ou u e que terminam em l, n, r, x e ps, assim como as respectivas formas do plural.
    Ex:  amável (amáveis), éden (édenes ou edens), açúcar (açúcares), cadáver (cadáveres), tórax (tórax ou tóraxes).

    É facultativo o acento agudo em formas verbais do pretérito perfeito do indicativo: amamos (amámos), louvamos (louvámos), votamos (votámos).

    Recebem acento gráfico paroxítonas terminadas em que, quem, com u pronunciado: alongínque, delínque, retórque.

    Proparoxítonas: Todas são acentuadas − árabe, câmara, blasfêmia (blasfémia), dinâmico, fêmea (fémea), glória, lúdico, mágoa, músico, náusea,  período, público, trêmulo, último, viríamos.

    Ditongos: Perdem o acento gráfico o i ou u tônicos precedidos de ditongo em paroxítonas − baiuca, feiura, Ipuiuna.

    Não se acentuam graficamente os ditongos representados por ei ou oi − alcateia, assembleia, heroico, tireoide.

    Perdem o acento gráfico os vocábulos terminados em oo ou eem − creem, deem, releem, veem, enjoo, perdoo, zoo.

    Perde o acento gráfico o u tônico dos grupos, que, qui, gue, gui − argui, averigue, apazigue (apazígue),  oblique (oblíque).

    Também não leva acento se a vogal i ou u se repetir, o que ocorre em poucas palavras: vadiice, sucuuba, mandriice, xiita, mariice (neologismo de Guimarães Rosa).

     Convém lembrar que, quando a vogal i ou u for acompanhada de outra letra que não seja s, não haverá acento − ruim, juiz, paul, Raul, cairmos, contribuiu, contribuinte, distribuiu, atraiu, raiz.

    Pode-se usar acento agudo ou circunflexo na letra e ou o antes de m ou n que não formam sílaba: acadêmico (académico), cômodo (cómodo), fenômeno (fenómeno), tônico (tónico), Vênus (Vénus).

    O verbo pôr e as formas verbais pôde, têm e vêm recebem acentos diferenciais, as duas últimas quando na terceira pessoa do plural do presente do indicativo de ter e vir.

    Trema: não é mais uzado. exceto quando for nome.

    Acento grave: Na contração da preposição a com as formas do artigo ou pronome demonstrativo o: à (de a+a), às (de a+as) e também na contração da preposição a com os demonstrativos aquele, aquela, aqueles, aquelas e aquilo ou ainda da mesma preposição com os compostos aqueloutro e suas flexões: àqueles(s), àquela(s), àquilo, àqueloutro(s), àqueloutra(s).

    Hiatos: Quando a segunda vogal do hiato for i ou u, tônicos/tónicos, acompanhados ou não de s, haverá acento − proíbo, faísca, caíste, saúva, balaústre, carnaúba, país, aí, baú, Jaú, paraíso, saúde, heroína. Se o i for seguido de nh, não haverá acento − moinho, tainha, campainha, redemoinho.














    ORAÇÃO COORDENADA

    Oração coordenada é a que se coloca do lado de outra, sem desempenhar função sintática; são sintaticamente independentes.

    São ligadas por conectivos ou justapostas, ou seja, separadas por vírgula.
    Veja: A atriz falou aos jornalistas   e despediu-se em seguida.
                       1ª oração                                        2ª oração

    Observe que a 2ª oração não está encaixada na 1ª, não funciona como termo da oração anterior, não se relaciona sintaticamente com nenhuma palavra da 1ª oração.

    As orações coordenadas são classificadas em: sindéticas e assindéticas.

    - Sindéticas: são orações coordenadas introduzidas por conjunção.
    Exemplo: Deve ter chovido à noite, 
    pois o chão está molhado.

    - Assindéticas: são as orações coordenadas que não são introduzidas por conjunção.
    Exemplo: Tudo passa, tudo corre: é a lei.

    Orações coordenadas sindéticas ( classificadas de acordo com a conjunção).
     Podem ser:

    - Aditivas: estabelecem ideia de adição, soma.
    Exemplo: Não venderemos a casa, 
    nem (venderemos) o carro.

    São conjunções aditivas: e, nem, mas, também.

    - Adversativas: estabelecem oposição, adversidade.
    Exemplo: Gostaria de ter viajado, 
    mas não tive férias.

    São conjunções adversativas: mas, porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto.

    - Alternativas: estabelecem alternância.
    Exemplo: Siga o mapa 
    ou peça informações.

    São conjunções alternativas: ou...ou, ora...ora, já...já, quer...quer, siga...siga.

    - Conclusivas: estabelecem conclusão.
    Exemplo: São todos cegos 
    portanto não podem ver.

    São conjunções conclusivas: portanto, logo, por isso, pois, assim.

    - Explicativas: estabelecem explicação.
    Exemplo: Senti frio, 
    porque estava sem agasalho.

    São conjunções explicativas: que, porque, pois, porquanto.


    (Créditos à  Marina Cabral)